Nossa comunicação apresenta uma leitura comparativa de dois textos do Canadá de língua francesa: Maria Chapdelaine[1], de Louis Hémon e Menaud, maître-draveur[2], de Félix-Antoine Savard. Trata-se de dois clássicos do “romance da terra”, cuja escrita recria o universo rural do Canadá francês, num momento em que esta sociedade tradicional via-se ameaçada pela crescente urbanização e industrialização do país.
Gostaríamos de começar com uma longa citação da terceira e última voz que Maria Chapdelaine escuta num momento de desespero. Fazendo um paralelo meio forçado com Jeanne d´Arc, que foi inspirada por vozes a defender a França do domínio inglês, a heroína do romance homônimo deve também aqui, porém no âmbito doméstico, ajudar a conservar a identidade de seu povo:
Ela (a voz) dizia: `Nós viemos há trezentos anos, e ficamos... Aqueles que nos conduziram até aqui poderiam retornar entre nós sem amargura nem desgosto, pois se é verdade que não tenhamos aprendido muito, com certeza não esquecemos nada.
‘Trouxéramos de além-mar nossas preces e canções: elas não mudaram. Trouxéramos em nossos peitos o coração dos homens de nosso país, valente e vivo, tão aberto à piedade quanto ao riso, o coração mais humano entre todos os corações humanos: ele não mudou. Traçamos um plano do novo continente, de Gaspé a Montreal, de Saint-Jean-d´Iberville ao Ungava, dizendo: aqui todas as coisas que trouxemos conosco, nosso culto, nossa língua, nossas virtudes e até nossas fraquezas tornam-se coisas sagradas, intangíveis e que deverão continuar até o fim.
‘Ao nosso redor vieram os estrangeiros, a quem nos apraz chamar de bárbaros: eles tomaram quase todo o poder; apossaram-se de quase todo o dinheiro; mas no país de Quebec, nada mudou. Nada mudará, porque somos um testemunho. De nós mesmos e de nossos destinos, compreendemos claramente apenas este dever: persistir... nos manter... E nos mantivemos, talvez para que daqui a vários séculos ainda o mundo se volte para nós e diga: São pessoas de uma raça que não sabe morrer... Nós somos um testemunho.
‘Eis por que é preciso permanecer na província onde nossos pais ficaram, e viver como eles viveram, para obedecer ao mandamento inefável que se formou em seus corações, que passou para os nossos e que devemos transmitir por nossa vez a numerosos filhos: No país de Quebec, nada deve morrer, e nem mudar...’[3].
Maria Chapdelaine foi escrito pelo francês Louis Hémon (1880-1913), e apareceu primeiramente em 1914 em fragmentos no jornal Le Temps. A primeira edição canadense data de 1916, a francesa, de 1921.Tendo se estabelecido no Canadá em 1911, depois de uma passagem pela Inglaterra, Hémon colaborava para vários jornais de seu país. Publicado postumamente, como de resto toda a produção do autor, Maria Chapdelaine conheceu imenso sucesso junto ao público, tanto na França quanto no Canadá, tendo forjado de forma marcante a imagem da vida e dos costumes dos colonos, lenhadores e coureurs de bois[4] da região do lago Saint-Jean.
A narrativa, situada no início século, centra-se na família do lenhador Samuel Chapdelaine, que vive isolada no meio da floresta. A história desenvolve-se por pouco mais de um ano, tendo como pano de fundo as estações do ano, o ritmo e as cores da natureza, elemento central em ambos os textos. Em torno de Maria, a filha mais velha, gravitam os outros personagens: o pai, originário da “raça” dos desbravadores do território, liga-se à grande família dos “nômades”, amantes da vida ao ar livre, exploradores e colonos mordidos pelo bicho-carpinteiro; a mãe, Laura, marcada pelo desejo de enraizamento, pertence à família dos “sedentários”, assim como o vizinho e pretendente da protagonista Eutrope Gagnon; há ainda os outros cinco filhos, elementos secundários da narrativa.
Ao longo do romance, vamos assistir à luta pela sobrevivência desta família, em meio a uma natureza hostil. E então, Maria se apaixona por François Paradis, um “nômade” em estado bruto e lenhador como o pai. Este personagem ocupa uma posição quase mítica no imaginário do Quebec: é o aventureiro, meio selvagem, que não está preso à terra como o camponês. Eles se declaram entre o fim do inverno e o início da primavera. François pede à moça para esperá-lo até o ano seguinte, pois seu trabalho exige um afastamento por esse período. Maria aceita a proposta e o narrador sublinha, em vários momentos, sua paciência e resignação.
Perto do Natal, François, que se encontrava relativamente perto da região onde morava a família Chapdelaine, resolve fazer uma visita, mas, se perde nas trilhas cobertas de neve e morre congelado. Quem traz a notícia é o vizinho e eterno pretendente, Eutrope Gagnon, que agora encontra o caminho livre para cortejar a heroína. No entanto, a moça, que precisava de tempo para fazer o luto pela morte do amado a quem empenhara a palavra e o coração, rejeita as propostas do vizinho, identificado com os “sedentários”, podendo oferecer-lhe apenas uma vida de labutas em meio às agruras da natureza de seu país. Uma vida que ele já conhece graças ao exemplo da mãe. Convenhamos, Maria simplesmente cansou de ser zen: ela parece sufocar sob a neve persistente dos invernos canadenses, que ameaça devorá-la, assim como a floresta cujos limites ignoram o trabalho diurno de machados e serras e avançam incessantemente sobre os terrenos recém-desbravados.
Surge então o terceiro pretendente, Lorenzo Surprenant, primo de Maria, que se mudara para os Estados Unidos, onde trabalhava numa fábrica e vivia numa grande cidade, cercado pelas comodidades da civilização. De passagem pela terra natal, ele revê Maria durante uma memorável “veillée” na casa dos tios da heroína. O jovem surpreende a todos com seus relatos, que visam antes de tudo impressionar Maria, a quem, na primeira oportunidade, ele propõe casamento, desenvolvendo uma argumentação sedutora, com propostas de uma vida de sonhos que encontram terreno fértil junto à moça disposta, enfim, à evasão, única solução para fugir das lembranças e da realidade dura em que vive.
Mas a doença e a morte da mãe mudam seus planos. No último capítulo, o pai evoca a imagem da esposa em termos heróicos, e, subitamente, Maria tem uma “revelação”. A vida da mãe recém-falecida, aparece-lhe, a partir da narrativa paterna, como uma lição que não se pode esquecer. Ainda assim, Maria se pergunta: “... Por que permanecer aqui, penando e sofrendo? Por quê?”[5], e, como não encontra resposta, três vozes se elevam do silêncio da noite: a primeira voz fala do milagre do renascimento da terra com a chegada da primavera, a segunda refere-se à sua ligação com a civilização francesa, graças aos antropônimos e aos topônimos de sua terra, finalmente, a terceira revela seu enraizamento à “terra de Quebec”. Todas essas vozes convidam-na solenemente a permanecer na terra natal, junto ao seu povo, e é o que faz Maria, seguindo o ideal heróico da mãe e obedecendo ao apelo das vozes. Portanto, ela promete a Eutrope Gagnon que aceitará casar-se com ele na primavera seguinte.
Podemos notar como estas vozes fazem coro à ideologia da conservação, veiculada à época em que o romance foi escrito pelas elites conservadoras do Quebec, e, sobretudo, pela Igreja. Tal ideologia apoiava-se em quatro valores fundamentais: a família, a terra, a língua e a religião. Expressão do nacionalismo tradicional de uma comunidade dominada historicamente, esta ideologia baseia-se numa visão fechada e defensiva da identidade franco-canadense, promovendo um retorno ao passado, ao regionalismo assentado sobre valores rurais, o que coloca o Canadá francês na contramão das tendências observadas nas sociedades ocidentais, onde a urbanização e a industrialização crescentes deslocam o foco da economia dos campos para as grandes cidades.
O romance Menaud, maître-draveur, do padre e professor universitário Félix-Antoine Savard, natural de Quebec (1896-1982), foi publicado em 1937, conheceu ainda mais três versões, sendo que a definitiva é de 1964. O autor, além de ensaista, dramaturgo, romancista, contista e poeta, foi o fundador junto com Luc Lacourcière dos Arquivos de folclore do Quebec. Menaud, maître-draveur é seu livro mais conhecido e, segundo Yvon Daigneault, é a “obra literária mais digna de tornar-se o primeiro clássico da literatura do Canadá francês”[6]. O primeiro capítulo inicia-se com uma citação em epígrafe do último capítulo de Maria Chapdelaine, relativa à terceira voz ouvida por Maria, que lemos anteriomente. Como o texto de Hémon, a ação de Menaud... dura um ano. Também aqui a natureza ocupa um lugar preponderante, elevando-se em diversos momentos, graças ao lirismo da escrita savardiana, à condição de arquétipo, do qual a vida dos personagens não seria senão um eco terreno. A questão da definição do gênero do texto de Savard ocupou vários críticos, que se depararam com o problema de estabelecer critérios para classificar uma obra cuja escrita, plena de ambigüidade, combina os acentos épicos à prosa poética.
O personagem central é Menaud, um vigoroso sexagenário que trabalha como draveur[7]. A história situa-se em Mainsal, no condado de Charlevoix, e o cenário alterna entre o pequeno vilarejo e a montanha, espaço aberto para os nômades como Menaud, que tem aí uma cabana, onde passa longos períodos. O “rei da montanha” e “coureur de bois” fixou-se em Mainsal, por amor à esposa, entretanto, estava sempre prestes a se evadir, até que a viuvez despertou seus instintos de caçador, tornando-o ainda mais selvagem. Em Mainsal, ele vive com os filhos Marie e Joson, um trabalhador da “drave” e nômade como o pai.
Logo no início, Menaud se deixa impregnar pelas palavras do romance Maria Chapdelaine, que a filha lhe recita em voz alta. Em seguida, ele recebe a visita de um engenheiro anglo-canadense, que vem solicitar os serviços do mestre para chefiar uma equipe de jovens “draveurs” numa empreitada arriscada na montanha. À noite aparece o Délié, pretendente da filha, personagem que se identifica com os estrangeiros, os “Ingleses”, exploradores da força de trabalho barata constituída pelo elemento francófono, a quem dominam economicamente.
Durante a longa subida pela montanha, Menaud pensa na situação de seu povo e de sua terra, ocupada por indivíduos estranhos à comunidade. Mais uma vez, ele se lembra do “livro”, cujas frases repetem-se como um “leitmotif” ao longo da narrativa. Menaud vê no filho Joson a esperança de mudar esta realidade. Além disso, ele admira e protege Alexis Tremblay, jovem “draveur” e amigo de Joson, cujo sentimento patriótico o faz ainda mais querido aos olhos do velho mestre. Enquanto caminha, ele pensa no Délié, a quem despreza, por tratar-se de um “traidor”, um “vendido”, que pretende obter favores dos “estrangeiros”. Na verdade, Menaud não aprova o envolvimento do rapaz com a filha.
A estadia na montanha é a ocasião para o autor dar largas à sua imaginação poética. Nesse santuário natural, multiplicam-se as visões e os sonhos heróicos. Ora Menaud, possuído pelas vozes do “livro sagrado”, vê surgir por toda parte uma procissão de heróis anônimos que fizeram o país e que o interpelam, clamando por liberdade. Ora Alexis sonha com as imagens que o mestre lhe recita. Ele lhes pergunta: “O que é isto?” e a resposta não tarda: “São imagens do teu país”[8]. E, a todo momento, ouve-se o bordão: “Porque somos de uma raça que não sabe morrer!”[9].
A morte de Joson, levado pela correnteza do rio, durante a “drave”, e a comoção que seu velório e enterro geram na comunidade constituem o clímax e o fechamento da primeira parte.
Na segunda parte, Menaud tenta ganhar Alexis para sua causa: trata-se de conscientizar os camponeses, sobretudo, da necessidade de lutar contra a dominação dos “estrangeiros”. Enquanto isso, Marie descobre as intenções do Délié: tirar vantagem, como capataz, do arrendamento da montanha aos “Ingleses”, que iriam restringir a circulação apenas a funcionários da companhia. Ela rompe com o rapaz. Ocorre um incêndio gigantesco na floresta. Todo o vilarejo luta para combater as chamas. Segue-se o combate entre o Délié e Alexis, no qual o último é ferido com uma pedra. Marie o encontra no dia seguinte, inconsciente. Um novo par romântico está para nascer.
A terceira e última parte narra a organização do movimento de resistência aos invasores estrangeiros por Menaud e Alexis, que adere à “causa”, secundando o velho em seu desejo de vingança. Apesar de insistência de Marie para que leve uma vida sedentária, Alexis segue o mestre “draveur” para a cabana na montanha. Durante vários dias nada acontece e, mesmo fazendo várias incursões pelas vizinhanças, ele não encontra ninguém. Menaud passa o tempo todo trancado na cabana e, como não pode vingar-se dos traidores e invasores, torna-se impotente, presa de uma inquietante irritação. Ele resolve, então partir sozinho e, depois de caminhar a esmo pela floresta coberta de neve, cai num buraco e quase morre congelado. Alexis consegue retirá-lo com vida, mas Menaud foi totalmente tomado por suas obsessões.
No último capítulo, encontramos Alexis vivendo escondido, para fugir das acusações da comunidade. Menaud, de volta a casa, não é senão uma sombra, que desliza lentamente para a loucura. Numa visita que Alexis lhe faz, trazido pela filha, o velho confunde-o com Joson. Enquanto num acesso grita frases de Maria Chapdelaine: “Os estrangeiros vieram! Os estrangeiros vieram!”, ouvimos Josime, um amigo antigo, dizer as seguintes palavras emblemáticas: “Não me parece uma loucura comum. Algo me diz que é uma advertência.”[10]
Ao colocarmos lado a lado os textos estudados, percebemos naturalmente diversas semelhanças. Menaud... parece-nos, em certa medida, um prolongamento de Maria Chapdelaine, já que ele aprofunda algumas questões relativas à identidade quebequense. Há uma radicalização da percepção identitária que, se termina de forma trágica com a loucura do herói, anuncia nas palavras de Josime, uma mudança, na forma de advertência, a ser legada às futuras gerações. A aceitação da realidade no primeiro texto, pela “escolha de Maria” parece trair um certo conformismo, mas aponta também para uma vertente da sabedoria arcaica, muitas vezes visível na fraseologia e na cultura popular, sabedoria essa feita de muda resistência num mundo que muda, mas... nem tanto. Por outro lado, a luta contínua contra as forças da natureza presentes em ambos os textos nos mostra uma raça de fortes, às voltas com a imensa tarefa de colonizar uma terra gelada e assassina.
As mortes de François Paradis e de Joson são representativas dessa visão negativa da natureza canadense. Pode-se falar numa isotopia do engolimento e da devoração presente nos textos: a neve engole François e não deixa rastros, a correnteza dos rápidos tritura Joson com violência. Também Menaud é vítima da neve, mas se ele não perde a vida aí, sua agonia no final não é menos trágica.
Entretanto, a natureza hostil representada em Maria Chapdelaine converte-se em Menaud... em mãe natureza, em “paraíso”, no qual os descendentes dos colonizadores deitaram suas raízes. A terra ameaçadora do primeiro transforma-se em terra ameaçada no segundo, que urge defender contra a invasão dos estrangeiros. Na América francófona, a continuidade da “raça” depende da escolha certa: homem da terra, no texto de Hémon, coureur de bois prestes a ser domesticado (ainda que a união de Alexis e Marie fique em aberto no final do livro), no texto de Savard.
A “terra de Quebec” precisa urgentemente de famílias unidas pela fé cristã no obrar e multiplicar-se com rapidez, com os pés fincados no chão. Na verdade, a mobilidade nos dois livros só é positiva se for dentro do universo do coureur de bois: mesmo que se aventure pelas regiões mais distantes, ou viva isolado, ele não abdica da pertença “nacional”, sendo, pelo contrário, um de seus mitos fundadores. O coureur de bois fecunda o imaginário “nacional” do Quebec, já o exilado, como Lorenzo Surprenant, deixou para trás a tarefa primordial: continuar a ser quebequense, o que significa não “morrer”, assimilando-se como é o caso de incontáveis famílias de origem franco-canadense vivendo na América do Norte.
Em relação à mobilidade, poderíamos dividir os personagens dos dois livros em “nômades” e “sedentários”. De uma lado, Samuel Chapdelaine (aventureiro domesticado), François Paradis, Menaud, Joson e Alexis compôem a galeria dos desgarrados, de outro, Maria Chapdelaine, Laura, sua mâe, Eutrope Gagnon, Marie integram o elenco “pé no chão”. Percebe-se que a mobilidade pode ser também sinônimo de diáspora, exílio, assimilação e “morte”, e o exemplo de Lorenzo Surprenant é ilustrativo. De resto, ainda estamos longe da errância como elemento fertilizador na construção da identidade quebequense.
A loucura de Menaud deve-se, em parte, a uma visão fechada de identidade, visão excludente feita de reserva e revolta, plenamente compreensível em contextos de dominação política e econômica. Ao sucumbir às vozes e às visões do passado heróico filtrado pela recitação do livro de Hémon, fechando-se num mutismo próximo da afasia, Menaud torna-se um exilado em sua própria terra[11]. Enquanto para Maria Chapdelaine partir significa perder-se, Menaud, presa de uma demência premonitória nas palavras do amigo Josime, parece esquecer justamente as lições contidas no “mantra” do “texto sagrado”. Pois, se foram esquecidos por Deus numa terra que parecia um presente de grego dado a Caim[12], os quebequenses continuam a reeditar as memórias da terra, repetindo “Eu me lembro”[13], quando as imagens do passado lhes perguntam por suas origens.
BOURDEAU, Nicole. Une étude de Maria Chapdelaine de Louis Hémon. [Montréal]: Boréal, 1997.
DICTIONNAIRE DES OEUVRES LITTÉRAIRES DU QUÉBEC, t.II [1900-1939] Montréal: Fides, 1987. (Direction de Maurice Lemire)
ERMAN, Michel. Littérature canadienne française et québécoise. Laval (Québec): Editions Beauchemin, 1992.
HÉMON, Louis. Maria Chapdelaine. [Québec]: Bibliothèque Québécoise, 1990.
LAFORTUNE, Monique. Le roman québécois: reflet d’ une société. Laval (Québec): 1985. (Collection Synthèse, dirigée par Jacques Leclerc)
LAROSE, Jean. “La peau de Maria”, In: _____. La petite noirceur. Montréal: Boréal, 1987..
PORTO, Maria Bernadette. “Pour une relecture de la géographie mythique du Brésil et du Québec: les représentations du paradis et de l’enfer en Amérique” (mimeo).
SAVARD, Félix-Antoine. Menaud, maître-draveur. [Québec]: Bibliothèque Québécoise, 1992.
[1] Louis HÉMON. Maria Chapdelaine. [Québec]: Bibliothèque Québécoise, 1990.
[2] Félix-Antoine SAVARD. Menaud, maître-draveur. [Québec]: Bibliothèque Québécoise, 1992.
[3] Louis HÉMON. op. cit. p. 193-194.
[4] Desbravadores do imenso território canadense, semelhantes mutatis mutandisa nossos bandeirantes.
[5] Louis HÉMON. op. cit., p. 189.
[6] Dictionnaire des Oeuvres Littéraires du Québec, t.II [1900-1939] Montréal: Fides, 1987, p.692.
[7] Do inglês to drive, conduzir. Un draveur é um trabalhador que conduz sobre os rios os troncos de árvores cortados e atados como uma jangada até as serrarias ou as fábricas de pasta de papel.
[8] Félix-Antoine SAVARD. op. cit, p.52.
[9] Id. ib., p.59.
[10] Id. ib., p. 154-155.
[11] “As vozes de Maria Chapdelaine não são para Menaud uma simples lembrança literária, elas resumem sua visão pessoal do mundo, inspirando suas menores ações e meditações, elas são o sentido de toda a sua vida, isto é, de seu drama e de sua loucura. [...] as palavras de Maria Chapdelaine possuíram seu espírito.” In: Dictionnaire des Oeuvres Littéraires du Québec, t.II [1900-1939]. Montréal: 1987, p.696.
[12] Nas suas Voyages, Jacques Cartier, navegador e explorador francês, escreve referindo-se ao Canadá: “Elle ne se doit pas nommer terre, mais terre et rochers effroyables et mal rabotés [...]. Enfin j’estime mieux qu’autrement que c’est la terre que Dieu donna à Caïn.” In: PORTO, Maria Bernadette. “Pour une relecture de la géographie mythique du Brésil et du Québec: les représentations du paradis et de l’enfer en Amérique”, p.3, (mimeo).
[13] Em francês, “Je me souviens”, divisa do Quebec.